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Elas representam 41% da força de trabalho no paÃs. Estão à frente de 52% das pequenas e microempresas. São responsáveis por 35% dos lares. Respondem por 46% das transações com cartão de crédito. Depois de anos na luta para se equipararem aos homens no ambiente de trabalho, as mulheres têm mais poder do que nunca sobre as finanças em suas vidas, nas famÃlias e nas organizações. Mas será que elas lidam com o dinheiro e o poder do mesmo jeito que os homens?
Desde 1990, estudos vêm comprovando que os hormônios têm, sim, influência nas decisões financeiras de ambos os sexos. Os homens tendem a ser mais agressivos, impulsivos e a correr mais riscos que elas. Tanto assim que a recente crise econômica global até ganhou um apelido: mancession (em inglês, recessão masculina), lembrando o excesso de agressividade e ousadia dos grandes bancos. Tanta “testosterona†voltou-se contra eles mesmos, que perderam mais postos de trabalho do que elas.
Nesse ambiente de rearranjos econômicos, há quem proponha uma nova investida feminina contra os abalados alicerces do mercado profissional. Segundo as jornalistas Katty Kay e Claire Shipman, autoras do livro Womenomics – A Tendência Econômica Por Trás do Sucesso Profissional das Mulheres, elas já conquistaram respeito suficiente para começarem a adaptar o ambiente de trabalho às suas necessidades.
A proposta é que as mulheres não copiem o comportamento masculino, mas tomem decisões de um jeito, digamos, “femininoâ€, o que trará mais benefÃcios para a sociedade. Conseguir jornadas mais flexÃveis e incentivar o trabalho a distância estariam entre as prioridades. Segundo as especialistas, nos paÃses mais desenvolvidos, muitas mulheres já estão diminuindo o ritmo em busca de mais tempo para a famÃlia e compromissos pessoais. Elas estão aprendendo a negociar com confiança e a dizer não.
As brasileiras talvez ainda estejam longe disso, mas com certeza lidam com o dinheiro de forma particular. Veja o resultado da pesquisa publicada pela revista Época.
Eles x elas:
•   Conservadorismo: as mulheres mostram maior aversão ao risco. Isso as torna menos inclinadas que os homens a confiar em sua habilidade de fazer grandes apostas; •   Expectativas douradas de relação: elas tendem a organizar a vida financeira como se o parceiro estivesse a seu lado para sempre; •   Prioridades flexÃveis: mulheres empregam o melhor de seus esforços no bem-estar dos outros, incluindo filho, companheiro, pais idosos e subordinados; •   EquilÃbrio: elas mostram interesses mais diversificados, divididos entre carreira, famÃlia e projetos pessoais; •   Apego aos detalhes: as mulheres facilmente assumem as pequenas contas domésticas e se afastam das grandes decisões financeiras familiares; •   Tendência gregária: elas gostam mais que os homens de atuar e tomar decisões em grupo; •   Consistência temporal: mulheres tendem a se apegar mais a suas estratégias financeiras ao longo do tempo.
BenefÃcios, riscos e recomendações dos especialistas em relação ao jeito feminino de lidar com o dinheiro.
(Icatu Hartford)
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